sexta-feira, 30 de julho de 2010

Está a sabotar a sua felicidade?


Quer apaixonar-se, deseja uma relação estável, mas nada parece correr como sonhou. Encontrou a pessoa certa, mas depois dos primeiros encontros fica tudo em águas de bacalhau? Provavelmente, diz a psiquiatra e terapeuta norte-americana Allison Conner, está a sabotar-se a si mesmo. Conheça as armadilhas que deve evitar.
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

Segundo Allison Conner, o erro número um, são os Jogos, aqueles que todos jogamos quando temos medo de sofrer uma rejeição. E, de todos, o mais perigoso é aquele em que se adopta uma postura cool, tipo "também só vim ver a bola". O resultado é desastroso, porque o outro interpreta essa frieza, distância e até arrogância como detestável, e afasta-se. Por isso tenha a coragem de se mostrar como é, sem artifícios, à Morangos com Açúcar.
Atenção também à tentação de passar o tempo a falar do seu ex. Se o objectivo é dar a ideia de que já teve outras relações, e que sai sempre por cima, assusta; se é sinal de que a pessoa que agora tem à frente nunca vai estar à altura do seu/sua antecessor/a, então não haverá muitos candidatos à corrida. Caso fale compulsivamente do passado é porque ainda tem problemas graves por resolver, e o melhor é resolvê-los antes de embarcar noutra relação. Mas não se esqueça de que as pessoas quando entram dentro de nós é para sempre, e é preciso aceitar que assim é, e andar com a vida para a frente.
Se é mulher, há dois erros que terá mais probabilidade de cometer do que se for um homem: projectar demasiado o futuro (ao fim de dois encontros está a perguntar-lhe quantos filhos é que ele quer ter), e preocupar-se de mais ("Será que ele disse aquilo porque queria dizer, ou apenas para ser simpático, mas que estúpida...", etc., etc. e mais etc.). "A ansiedade mata a boa disposição, o humor, a capacidade de arriscar, tornando-a menos atraente", alerta Allison, para acrescentar imediatamente: "Por favor, agora não comece a ruminar nesta minha frase". Tente confiar mais em si, e acreditar "que se é para dar, irá resultar", e que se ele está aí ao seu lado é porque quer estar aí ao seu lado...
Há aqueles que cometem o erro oposto, ou seja, o de não saber ler os sinais, nem prestar atenção aos cartões encarnados que o outro lhes vai mostrando. Não telefonou, é porque não quis telefonar, deixe--se de cantigas e enfrente a realidade, evitando entrar para o grupo daqueles que preferem relações impossíveis a lutar por uma verdadeira, que às vezes magoa e dói, é certo, mas o faz feliz.
Finalmente, há a armadilha do compromisso, que ataca mais o sexo masculino do que o feminino, segundo a terapeuta. São os que avisam logo que "não é para ser a sério", mas vão ficando, os que têm medo de escolher aquele/a porque, um dia, pode aparecer alguém melhor. São aqueles que acreditam no mito estúpido de que há por aí uma alma gémea, talhada e pronta. O resultado, diz Allison Conner, é que acabam sozinhos, deixando muitos corações partidos pelo caminho. Ou seja, tudo o que o leitor não quer.

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